10 coisas que preciso saber antes de empreender




Veja alguns pontos essenciais para se atentar quando se está perto de dar os passos iniciais para começar o próprio negócio. É uma decisão importante na sua jornada, por isso é normal o empreendedor pesar os riscos de abrir uma empresa e se fazer essa pergunta: afinal, o que preciso saber antes de abrir meu próprio negócio? Pois bem, vale muito a pena ficar atento a esses pontos.

1. Perfil empreendedor
O futuro empresário deve avaliar se possui conhecimentos e habilidades em diversas frentes para ser bem-sucedido. Identifica-se um perfil empreendedor avaliando-se alguns comportamentos no dia a dia. Ele deve ter um olhar atento a tudo, identificando facilmente o que lhe agrada e desagrada nos lugares que vai. Sempre se propõe metas ousadas e sabe que qualquer empreendimento envolve riscos. Está se planejando para o sucesso, mas também se prepara para os tropeços.
É necessário possuir competências gerenciais, saber definir cenários, estabelecer estratégias, gerenciar finanças, construir redes de relacionamento para os riscos de abrir uma empresa serem pequenos. Habilidade e capacidade de liderança de pessoas e negócios são de extrema importância. Saber delegar funções, negociar, motivar funcionários e sócios, estabelecer objetivos compartilhados são outras características importantes.

2. Autoconhecimento
Uma vez detectadas características de um perfil empreendedor, é hora de identificar o próprio perfil. É necessário avaliar se ele bate com a área do negócio em questão. É necessário saber quais são os papéis que o empresário terá que exercer como dono de uma empresa. Ele pode se encaixar em várias funções; pode ser quem vai tomar as decisões e definir o direcionamento do negócio, pode atuar mais como gestor, administrando a empresa, ou ainda como operador, executando o trabalho em si.
É importante definir as principais habilidades para começar a estruturar o negócio e perceber que tipo de parceiros irá precisar. O autoconhecimento é crucial no momento de montar um negócio e quanto mais cedo se conhece as habilidades e características, mais rapidamente irá se testar e, em caso de algum equívoco, promover a correção de forma mais ágil. Como diz Tom Peters, um dos gurus da gestão de empresas, “Teste rápido, falhe rápido e ajuste rápido”.

3. Escolha dos sócios
Com a falta de capacitação em uma determinada área ou até mesmo com o intuito de agregar mais investimentos ao negócio, o candidato a empresário considera cada vez mais a possibilidade de montar um negócio em sociedade. Mas muitas vezes é pego pelo medo de fazer uma escolha inadequada e acabar sendo prejudicado. A grande dica aqui é buscar parceiros com perfis complementares. Por isso é tão importante identificar as características e habilidades e onde elas podem se encaixar no negócio.
A relação entre os sócios é comparada a um casamento: eles se unem com um propósito específico, que é o de criação e crescimento da empresa. A ideia é sempre se associar com pessoas que tem algo a oferecer diferente do que o empresário já oferece. Muitas vezes há a tendência de se buscar alguém próximo, mas o que se deve avaliar de verdade são as competências do futuro parceiro, sendo ele um amigo, um parente ou alguém mais distante.

4. Análise de mercado
É importante identificar seu público potencial e o que ele espera do mercado. Isso pode determinar a capacidade de crescimento do negócio e, com isso, os riscos de abrir uma empresa ficam menores. É essencial avaliar o mercado, conhecer os principais concorrentes, fornecedores e consumidores. A partir daí fazer um planejamento, colocar tudo no papel e ver se, de fato, a empresa pode oferecer o resultado esperado ao candidato a empresário.
Se o modelo do negócio permitir, é interessante começar pequeno, até por questões de gestão, já que os custos operacionais acabam sendo mais baixos. Para segmentar o público alvo é necessário levar em consideração algumas variáveis, como geográficas, demográficas e comportamentais. Um bom exercício é comparar o mercado a uma pizza e tentar definir que fatia dessa pizza está se querendo atender, avaliando itens variáveis, como classe social, religião, geração de renda à família, status de consumo, entre outros fatores.

5. Plano de negócios
Para diminuir os riscos de abrir uma empresa e de pisar em um terreno muitas vezes desconhecido, é essencial montar um bom plano de negócios. E para evitar possíveis frustrações, é muito importante que esse planejamento seja bem realista, dentro das possibilidades que o negócio e o mercado oferecem no momento. Um bom plano de negócios exige detalhado estudo de mercado, planejamento financeiro, fluxo de caixa, previsão de vendas, entre outros tópicos. O empresário precisa oferecer uma infraestrutura compatível com o que o mercado aceita pagar em produto ou serviços. Montar um plano de negócios consiste em definir em que mercado vai atuar, com que produtos, quanto poderia gastar e investir em publicidade, equipamentos, etc. Sem isso, o empresário pode estar achando que vai gastar um determinado valor, mas pode gastar um completamente diferente e muitas vezes até perder o negócio.

6. Definir metas
Os riscos de abrir uma empresa se tornam maiores se não são definidos objetivos. Um complemento essencial ao plano de negócios, mas que deve ter o seu espaço exclusivo nesta lista de tópicos, é a definição das metas e a descrição dos objetivos. Isso pode ajudar a combater uma possível e natural insegurança de um início de negócio, respondendo a essas dúvidas com organização e planejamento.
Colocar no papel todas as suas metas, uma a uma, para que sejam sempre consultadas, ajuda-o a ter uma visão mais clara sobre o assunto. Isso pode ajudar a esclarecer os objetivos do projeto, quem será seu público-alvo, quais as características do produto ou serviço oferecido, entre outros tópicos. Colocar as ideias no papel faz com que o empreendedor não esqueça mais seus alvos, os principais pontos levantados a respeito do negócio. É necessário sempre fazer as perguntas básicas: “o que eu quero?” e “onde eu quero chegar?”.

7. Custos iniciais para abrir seu negócio
Além dos custos com infraestrutura e pessoal, é preciso levar em consideração os custos com a abertura da empresa em si. Os principais gastos para abrir uma empresa são as taxas da Junta Comercial e da emissão do alvará, se for o caso, além de outras que variam entre estados. O custo total pelos meios tradicionais pode variar entre R$ 700 a R$ 2 mil. Porém, as facilidades da internet já influenciam esses processos e os custos para abrir empresa online podem ser abaixo disso.
O capital de giro inicial necessário vai depender do tipo de empresa. No caso de uma prestadora de serviços, dependendo do serviço, você pode oferecer de casa, usando muitas vezes a mesma linha telefônica, aparelhos e estrutura já existentes, o que reduz muito os custos. Para uma indústria, já é necessário um investimento maior, com aluguel de galpão, máquinas, etc. Um comércio já vai exigir o aluguel de um ponto, iluminação, ar condicionado, um ambiente favorável para receber a clientela e, normalmente, tem o estoque. Tudo deve ser considerado e colocado em uma planilha, dependendo do tipo de negócio.

8. Reserva de capital
Os especialistas recomendam ter sempre uma reserva mínima para dar início ao negócio. Por mais bem estruturado que o empreendimento esteja, dificilmente funciona como o planejado. É mais ou menos como em uma obra; sempre se gasta mais do que se imagina. Esse capital de reserva vai ajudar a resolver os imprevistos e diminuir os riscos de abrir uma empresa. Esse imprevistos sempre acontecem nessa fase de criação do negócio. Trabalhar com cautela para suprir cenários mais pessimistas faz com que o negócio esteja sempre preparado para enfrentar percalços.
A situação pode se tornar ainda mais complicada quando o capital investido vem do patrimônio pessoal, como a venda de um imóvel, de um carro, de bens familiares. Essa nunca é uma boa solução. Aqui também é importante tomar cuidado com relação a empréstimos. Ele é bem-vindo se eu tiver certeza que eu terei lucro para saldar. Quem deve pagar esse empréstimo não é o empresário e sim o lucro do empreendimento, do novo negócio.

9. Regime de tributação
Na hora de abrir a empresa, o empreendedor deve estudar os três regimes de tributação existentes – Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real – e decidir qual deles é o mais indicado para o negócio. No início das atividades, a tendência é usar o lucro presumido ou simples. O sistema do simples acaba compensando por englobar uma série de impostos. Porém, um dos fatores limitantes é o faturamento, que não pode ultrapassar 3,6 milhões ao ano.
O simples vai calculando o imposto porque é uma alíquota crescente, sempre baseado nos últimos 12 meses de faturamento. Então ele vai subindo à medida que vai aumentando o faturamento. Conforme vai aumentando essa porcentagem, começa a ser importante mensurar se vale a pena estar no simples ou optar por outra forma tributária, como o lucro presumido ou lucro real. Mas vamos falar mais sobre os tipos de regimes tributários em um dos próximos artigos.

10. Trabalhando o “medo”
Um dos maiores medos enfrentados pelo empreendedor é o de errar e, consequentemente, perder o dinheiro e o tempo investidos. Entre os riscos de abrir uma empresa, esse se destaca. Esse medo, geralmente surge da insegurança em tomar algumas decisões importantes que envolvem riscos. A dica é: assuma riscos, mesmo sabendo que você vai cometer erros. O empreendedor vai tomar decisões equivocadas e vai errar bastante. Isso é natural.

No entanto, é necessário cuidado máximo para não cometer erros que sejam fatais para o negócio. Sempre acredite em si mesmo. Para alcançar o sucesso no comando de um negócio, ter autoestima é condição número um para o empresário. Muitas pessoas são tomadas por uma falta de confiança em relação à sua capacidade de concretizar essa meta e, com isso, dão um passo para trás na hora de partir para voo solo.


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